O impacto da Covid-19 na saúde mental de crianças e adolescentes pode ser sentido por anos, aponta UNICEF

Mas em São Paulo, a Deputada Patrícia Bezerra agiu rápido para garantir programa de suporte emocional para essa faixa etária da rede pública estadual de ensino.

 

Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apontam que crianças e adolescentes podem sentir o impacto da Covid-19 na saúde mental por muitos anos. De acordo com a instituição, estimativas mostram que pelo menos 1 em cada 7 meninos e meninas com idade entre 10 e 19 anos viva com algum transtorno mental diagnosticado.

A gente sabe que as necessárias medidas de isolamento social adotadas, ao longo de mais de 18 meses, foram essenciais para evitar a propagação da Covid-19. Mas elas forçaram um distanciamento das crianças do convívio familiar e social de maneira inesperada. Com essas restrições de movimento, crianças e adolescentes passaram muito tempo sem interações e brincadeiras – elementos-chave da infância. Tudo isso gerou sofrimentos e consequentemente problemas como a depressão e a ansiedade.

 

No entanto, o estado de São Paulo, agiu rapidamente para minimizar esses possíveis problemas relacionados à saúde mental nesse público. Isso porque a Deputada Patrícia Bezerra criou e apresentou o Projeto de Lei 292/21 para garantir atendimento emocional para crianças e adolescentes, das escolas públicas do estado, que apresentem sofrimentos ou transtornos mentais, especialmente em consequência da Covid-19. A proposta foi aprovada, transformada na Lei 17.413/21 e com isso já está em funcionamento o Programa de Suporte Emocional para Crianças e Adolescentes em todo o estado.

 

Para a Deputada Patrícia Bezerra, a tarefa era e é urgente demais e os gestores públicos, comunidade escolar e profissionais de saúde devem atuar com medidas amplas de planejamento e organização dos serviços no sentido de garantir o fortalecimento da atenção à saúde mental desses jovens. A pandemia de Covid-19 trouxe prejuízos gigantescos para a infância e a adolescência, especialmente, nas áreas do ensino e da socialização, por isso, os responsáveis pelos jovens e a comunidade escolar, devem ter agilidade no sentido da identificação de comportamentos suspeitos nas crianças. “Professores e familiares devem observar sinais, como tristeza acentuada, irritabilidade, agressividade, alterações de humor, queda no rendimento escolar, mudanças nas rotinas de sono e de apetite e o envolvimento em brigas constantes”, explica a Deputada Patrícia Bezerra.

 

A parlamentar esclarece que “os casos reconhecidos devem ser encaminhados à Secretaria de Saúde para que os atendimentos sejam prestados em conjunto com o envolvimento da criança e/ou adolescente, da família, da escola e dos serviços de saúde com equipe multidisciplinar”. Vale ressaltar, que tanto os atendimentos clínicos como os psicológicos serão realizados em equipamentos que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), de forma presencial ou virtual, a critério da Secretaria de Saúde.